Filosofia da natureza em Aristóteles: a teoria das quatro causas e a necessidade teleológica

11 de outubro de 2017

Buscamos, através do presente estudo, examinar quantas, o que e quais são as principais teorias que estão presentes no livro II do tratado sobre a Física de Aristóteles. Primeiro, traçou-se um significado geral de ontologia dentro do pensamento do autor, pois é na filosofia primeira que se localizam os princípios que permitem o estudo das demais ciências. Por conseguinte, identificamos o problema filosófico que chega até Aristóteles e o faz pensar na criação de uma teoria sobre a physis propriamente dita. Estabelecemos o objeto de investigação do estudioso da natureza e, ainda, o significado de natureza: princípio interno de movimento ou repouso presente nos entes que não são resultado da técnica e enquanto considerados em si e por si. Por fim, nos debruçamos sobre a principal tese presente no livro em questão: a teoria das quatro causas. Explicamos que elas são, para Aristóteles, determinados fundamentos que regem as substâncias naturais e as coisas produzidas pela técnica e possuem exata ordenação entre si, onde uma das causas possui primazia sobre as demais. São elas: matéria, forma, princípio de movimento e o fim. O fim, contudo, é a mais importante de todas as causas. É somente por meio dele que todo e qualquer movimento é possível: daí a tese sobre a necessidade e a teleologia, porque todas as coisas são sempre em vista de algo.

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