As consequências antropológicas do pecado original segundo Santo Agostinho – Um estudo baseado na obra “A Cidade de Deus”

14 de junho de 2017

Baseado na obra “A Cidade de Deus”, de Santo Agostinho, o presente trabalho apresenta conceitos da criação do homem em seu estado original, bem como o preceito a ser observado, para que se mantivesse originalmente reto. Isso, considerando a maneira como Agostinho lê e interpreta a Sagrada Escritura, à luz da revelação e da fé. Não se mantendo alinhado ao seu Criador, o homem, por desobediência ao preceito divino, recebeu justa aplicação da pena. A de uma natureza desordenada, não por criação, mas por corrupção. O ato de transgressão não foi só de Adão, mas foi a natureza humana que pecou em Adão. Com isso, fica clara a questão da herança do pecado original que toda humanidade recebe. Evidencia-se, portanto, a questão da descendência única de toda a humanidade como filhos de Adão. Disso resulta uma série de implicações existentes na vida do homem por consequência de tal descendência, uma vez que após o ato do pecado original a criatura humana perdeu sua natureza ordenada. Pela privação da graça, o primeiro homem se afastou do efeito do amor e da intimidade com Deus. Contraindo, por isso, desordens internas, que refletem na vida social antropológica da natureza humana, devido tal descendência. É visto ainda que Deus usa de sua bondade para com a criatura humana, a fim de oferecer a toda humanidade a graça do resgate como único caminho de salvação. Isso para aquele que crê e deseja a felicidade eterna.

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