Projeto Água Lotus leva solução para o tratamento de água

25 de dezembro de 2015

Francielly Mendes


A falta de água é uma realidade de muitas cidades e em alguns casos extremos em países inteiros. A captação incorreta pode transformar uma água pura em insalubre num dos menores descuidos. O país Bangladesh é conhecido pelos seus lindos pontos turísticos, e sua capital é conhecida como a 10ª maior cidade do mundo.

Mas todos esses prós carregam contras. O país tem uma concentração muito grande de favelas, nelas a água potável se mistura com esgoto, fazendo com que uma grande parcela da população tenha contato com uma água impropria para o uso, que pode causar doenças severas, em alguns casos pode levar a morte.

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E foi através de diversos estudos que a Dra. Stephen Luby junto com a sua equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford começaram a desenvolver algo simples e barato, para que as pessoas tivessem acesso mais facilmente e que tivesse como tratar sua própria água em casa. O projeto foi intitulado de “Água Lotus”

“O que percebemos é que precisávamos de uma tecnologia que poderia ser compatível com essas bombas manuais que as pessoas estão usando para extrair água dos sistemas”

O primeiro passo foi pensar que este dispositivo devia ser compatível com as bombas manuais já usadas pela população, e para que a limpeza fosse eficiente deveria conter o tratamento por cloro. Mas como fazê-lo sem utilizar energia elétrica?

Usando o princípio Venturi, onde quando a água é forçada por uma especie de funil ou tubo de contrição, a pressão baixa. Sendo assim, quando a pressão cai, o cloro é sugado de um tanque anexo e entra em contato com a água, esta passa por um funil final, que sai para a bomba manual.

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Após o protótipo feito, testes de durabilidade, resistência e funcionalidade foram realizados com os próprios moradores que iriam usar o dispositivo. Então após uma serie de entrevista com os usuários, e adaptações necessárias o grupo tem certeza que o projeto pode realmente ser comercializado para Dhaka e quem sabe para o mundo.

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“Neste momento, estamos em conversações com empresas com fins lucrativos que possam estar interessadas ​​em tomar essa tecnologia e comercializá-la, e estamos realmente animados sobre isso. Porque o que nós queremos ver é esta tecnologia sendo ampliada e distribuída por todo o mundo”, afirma Dra Luby.

A estimativa é que, o produto sendo fabricado em larga escala possa custar US$20 ou menos.

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