“Não me pergunte mais…”

3 de Fevereiro de 2015

Por Lucca Meneghin


Esta semana, lendo um artigo chamado “Não me pergunte mais ‘e aí… como foi na escola hoje?’”,  refleti do ponto de vista social e comunicacional as nossas relações e respostas superficiais do dia a dia. A ideia não é esmerilhar teorias sem fim, apenas repensar sobre nossas relações.

 O artigo que citei tratava sobre pais que perguntam aos filhos, de uma maneira muito vaga, como foi o dia dos pequenos e como as respostas eram frustrantes para os dedicados progenitores: “ah legal”, “aham”, “normal”.

Filosofia

Já é sabido que as crianças dessa geração tem, cada vez mais cedo, acesso às mídias digitais online, logo, estão recebendo um volume muito grande de informações.

 E o que acontece quando se tem muita informação para processar?

Busca-se ir direto ao assunto, deixar em segundo plano ou até ignorar o que demanda a construção de uma narrativa mais complexa.

 A ideia proposta por Wagner Brenner, autor do artigo, é perguntar de forma mais direta, objetiva e que possibilite o desenvolvimento de um diálogo mais profundo. Por exemplo, pergunte “qual foi a coisa mais legal que você viu hoje?” ou “qual o lugar mais descolado da escola?” e você terá respostas muito mais interessantes e pensadas.

 Você não precisa ter um filho para se identificar com o assunto deste texto. Basta pensar em suas relações cotidianas e notar como respondemos automaticamente a coisas vagas (mesmo tendo assunto) e desenvolvemos um diálogo mais interessante com perguntas mais objetivas.

 Qual é a forma que você pergunta e se relaciona com as pessoas?

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