Meu chefe não é estilo Miranda Priestly!

30 de março de 2015

Por Juliana Oliveira


CARREIRA - Ju

Ok. Vamos ao ponto: chefes. Amar ou odiar? Falar mal pelos corredores ou ficar com cara emburrada até o fim do experiente? Pelo menos algumas dessas, você já viu alguém fazendo. Mas, isso é realmente necessário?

Assim como o mercado, o mundo do trabalho mudou nos últimos anos, e algumas coisas, que antigamente eram “sagradas”, perderam o sentido. Alguém com certeza já recebeu alguma dica de como se comportar ou falar em uma entrevista de emprego, ou algum tipo de conselho sobre trabalho. Porém, algumas dessas dicas que sempre ouvimos, não são mais regras. Por exemplo, antes, a espera para subir de cargo demorava cerca de 5 a 10. Agora, as experiências ou o tempo de casa não possuem o mesmo peso. É perceptivo que muitos jovens estão tornando-se chefes, sendo capaz até de liderar e coordenar pessoas mais velhas.

Há uma transformação notável nas relações de poder nas empresas. A hierarquia era algo muito temido, até mesmo para falar com o seu chefe. Hoje, o ambiente de trabalho tornou-se, de certa forma, mais descontraído. A mudança com relação ao nível hierárquico das empresas possibilitou a aproximação não só dos departamentos, mas também, o convívio entre os funcionários. Sendo assim, o profissional, deve ter uma visão mais integrada, e também ser capaz de entender todas as áreas que envolvem seu ambiente de trabalho, diferente de outras épocas, em que os funcionários eram “automatizados” em suas funções, sem ter contato e possibilidade de conhecer outras funções que eram exercidas.

MINHA FOTO TÁ AQUI YASMIMMMMM

Ainda é possível observar que dentre as alterações, o contato com o seu superior foi modificado, uma vez que, sim, podemos questionar a vontade deles, não de modo agressivo, obviamente. Um exemplo é a chefona do filme “O Diabo Veste Prada” (2006), Miranda Priestly (Meryl Streep). Com todo o poder que tinha, ela mostrava que era a melhor no que fazia, mas de forma negativa e, se precisasse, passaria por cima de tudo e de todos. Com a sua personalidade forte, desmotivava sua equipe, pois maltratava seus funcionários com respostas irônicas e arrogantes. Apesar de ser durona no trabalho, possuía problemas pessoais que influenciavam em seu trabalho. A exigência de Miranda fez com que Andy Sanchs (Anne Hathaway) mudasse atitudes e até sua aparência, visto que, trabalhava na famosa revista Runway, e Andy não era a garota que tinha os padrões da revista. Então, começa a luta da recém-formada em jornalismo para manter-se no emprego, mesmo sabendo do histórico de sua patroa.

O jeito de Miranda Priestly pode ser considerado ultrapassado. Mesmo que seja na ficção, existem chefes que possuem atitudes parecidas com as dela, causando diversos problemas de relacionamento. As empresas estão mais aptas e acessíveis para ouvir seus funcionários, pois querem pessoas proativas e satisfeitas, para que sejam capazes de manifestar suas vontades e executar bem o seu trabalho.

Os avanços da tecnologia também contribuíram para essas mudanças, pois a informação e o conhecimento tornaram-se mais rápidos, e o profissional, consequentemente, precisa estar disposto a aprender. Os fatores que são levados em conta: proatividade e resiliência. Um funcionário que é capaz de se adaptar com facilidade às mudanças e corre atrás de conhecimento e habilidades para melhorar seu trabalho, ganha um destaque, pois demonstra flexibilidade e vontade de aprender.

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