Jornalismo em tempos de internet: os grandes veículos e as redes sociais

18 de outubro de 2014

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O Jornalismo está com um problema grave nas mãos (ou, pelo menos, os formatos tradicionais), quase metade dos brasileiros se informam pela Internet. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, levanta-se a seguinte questão: As mídias tradicionais, como TV, Jornal, Rádio, Revista, devem dar mais atenção à informação, a notícia por si só, ou à opinião de seus redatores sobre os assuntos? Esse é o dilema que existe desde Julho de 2013, criado por conta das manifestações contra o aumento da tarifa do transporte público, movimentadas pela Mídia Ninja.

Para mostrar como os grandes veículos de comunicação estão em um processo de mudança, um estudante de comunicação chamado Rafael Acosta fez um levantamento do caso Eduardo Campos, medindo as interações da Hashtag #RIPEduardoCampos no Twitter. Para isso, ele mediu quatro horários diferentes ao longo do dia: 13h30, 15h30, 16h30 e 17h30. Às 13h30, foi o momento em que os grandes veículos de comunicação, representados pelo G1 (Vermelho) e pela Veja (Verde), divulgaram o falecimento do candidato à presidência:

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Como é possível notar, ambas as páginas são o foco do assunto em um primeiro momento. Porém, o tempo começou a passar e mais pessoas se envolveram com a notícia – até mesmo o perfil falso da atual presidente “Dilma Bolada” (Amarelo).

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Apenas duas horas depois e o perfil “Dilma Bolada” já tinha mais interações sobre o assunto do que as páginas do G1 e da Veja.

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A #Hashtag cresceu de forma exponencial e a relevância de “Dilma Bolada” cresceu junto em apenas uma hora, fazendo com que as outras páginas praticamente desaparecessem.

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Segundo uma análise de Acosta, “podemos observar a evolução da rede, onde a descentralização dos portais de notícias e o destaque do perfil falso de Dilma Rousseff ficam claros. A análise demonstra que os portais de notícias G1 e Veja são destaques na primeira coleta por trazerem a informação da morte de Eduardo Campos e mostra a credibilidade e força do jornalismo na propagação de notícias. Assim que a notícia se espalha e o perfil fake se pronuncia, o foco muda e a rede começa a destacar o tweet do perfil”.

Esse mesmo estudo revelou que a notícia durou apenas 2 minutos, antes de começar a queda brusca de interações dos grandes veículos, um número assustadoramente baixo para essas empresas, além de escancarar o enorme desafio pelo qual esses veículos estão passando atualmente: eles têm credibilidade e são importantes na hora em um primeiro instante. Mas, como manter sua relevância de forma estável? Tragédias não acontecem todos os dias. E vocês? Como lidar com essa situação?

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Henry Carroll na FAPCOM

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