Jornalismo e publicidade: existe liberdade para criação editorial na web?

2 de Abril de 2015

Sim! O assunto foi destaque de palestra na III Mostra de Tecnologia 2015 na FAPCOM


Por Fernanda Iarossi, professora da FAPCOM


daniel tozzi

Acessar na web uma reportagem, um texto de fôlego (como dissemos, às vezes, em sala de aula para incentivar os alunos a escreverem mais sobre um tema e a apurarem com profundidade um fato) parece não ser rentável ou atraente, afinal todo mundo acessa notícias rápidas e pílulas de informação no ambiente digital.

Porém, durante a palestra “Chegou a hora de trocar o clique pela atenção – a experiência do projeto UOL TAB na web e o papel da publicidade nas narrativas digitais”, com o jornalista Daniel Tozzi, a resposta para a questão do título parece ter uma saída mais otimista. O profissional faz parte da equipe multidisciplinar do projeto, que lança todas as segundas-feiras pelo portal, conteúdo multimídia, bancado pela publicidade.

De acordo com Tozzi, a ideia nasceu como uma parceria clara entre a publicidade e o jornalismo. Por isso, para definição de pauta e abordagem dos textos que compõem o UOL Tab há, segundo ele, liberdade de criação a fim de que o usuário navegue mais tempo pela página. “Normalmente, as pesquisas indicam que o internauta gasta 40 segundos numa notícia. A gente tem conseguido com que o nosso leitor fique, em média, quatro minutos”, aponta Tozzi, que reforça o foco do projeto que une as duas áreas da comunicação: reportagens inéditas, aprofundadas, que buscam novos pontos de vista e abordagem para trazer uma nova experiência em conteúdo em formatos criativo e interativo, para atingir o objetivo de prender a atenção do leitor, e não apenas gerar cliques.

Tem fórmula?
Temas como sustentabilidade, mobilidade, consumo, comportamento e tecnologia são abordados nas 22 edições do UOL Tab, que começou no final de 2014. A escolha da publicação ir ao ar todas as segundas-feiras não foi por acaso: este é o dia de maior audiência da home page do UOL. São mais de quatro milhões de internautas que visitam a página pelo computador e mais um milhão e meio de internautas que acessam a home via smartphone.

“Por enquanto, está dando certo. A ideia era produzir 16 edições e estamos na 22º. Tem experimentar, testar”, comenta Tozzi, ao reforçar a possibilidade de adaptações a partir da interação com o usuário, algo tão comum e corriqueiro via Internet.

O evento fez parte da III Mostra de Tecnologia da FAPCOM, que contou com oficinas e exposição de trabalhos dos alunos da instituição.

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