Foto e pintura retrô

8 de Maio de 2015

Exposição na FAPCOM usa da fotopintura digital para recriar imagens,  técnica dos séculos XIX e XX revisitada pelos alunos


Por Fernanda Iarossi


As imagens parecem antigonas, da época dos avós ou dos parentes mais velhos?

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Na verdade são de alunos (de hoje!) dos cursos tecnológicos de Multimídia e Fotografia da FAPCOM (bem mais novos!) que testaram a técnica fotopintura, numa das atividades da disciplina Arte e Tecnologia, com orientação do professor Elinaldo Meira.

“Eu curti o contraste do retrô com atual. Reparei que hoje não temos a mesma postura fotográfica, parece tudo algo mais descontraído, mais livre. E a pose para foto foi justamente essa que gerou um charme aliado à técnica da fotopintura”, explica Andrew De Almeida Silva, aluno do 3º semestre de Multimídia, que participou da exposição.

E o que consiste esta técnica? 

Comum em quase todo o século XX, a fotopintura tornou-se parte das famílias brasileiras que queriam ter retratados os parentes. A fotopintura, ao misturar, imagens fotográficas com uma nova disposição organizada pela pintura, permitia recriar ou mesmo criar cenas, inserir adereços, ajeitar cabelos, deixar tudo mais bonito.

Como assim? 

A fotografia era copiada sobre uma base de papel e sobre ela pigmentos eram aplicados. Por exemplo, uma pessoa tinha uma foto do pai, uma outra da mãe, outras dos irmãos. Estas fotografias eram encaminhadas a um fotopintor que as reunia em uma única imagem e recriava uma cena em família. Isso em uma época que o acesso à fotografia era muito diferente de hoje. Já se imaginou sem seu celular para registrar uma selfie e precisando de um profissional para montar as carinhas numa mesma cena?

Você sabia?

No Brasil, a técnica foi muito difundida na região Nordeste. Mas não só lá: no bairro do Brás, em São Paulo, havia muitas lojas especializadas em fotopinturas, ou como eram chamadas, as “casas de fotopinturas”. Nelas se poderia encomendar a produção destes retratos, que demoravam, em média, um mês para ficarem prontos.

Além de recriar cenas de família, a fotopintura também foi muito usada para eternizar a imagem de um ente querido, já falecido, quando só havia uma fotografia destruída pelo tempo. Era usada para preservar a imagem guardada na memória e até retocá-la, se assim o cliente do fotopintor pedisse.

A exposição foi apresentada durante o V Seminário de Filosofia da FAPCOM, realizado nos dias 15 e 16 de abril de 2015.

Quer ver outras imagens com a técnica: clique aqui.

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Foto: Daiane Vitoriano

 

Confira o vídeo produzido pelo professor Manoel Nascimento:

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Henry Carroll na FAPCOM

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