Filocine – O diálogo entre a Filosofia e o Cinema

27 de novembro de 2015

Elvis Presley Ramos, aluno de Filosofia


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Aconteceu na manhã de sábado, dia 07 de novembro de 2015, na FAPCOM, a primeira sessão de Filocine para alunos e convidados.

O Filocine é uma atividade pedagógica, que visa discutir questões filosóficas por meio de temáticas apresentadas no cinema, aproximando, por uma abordagem didática, a linguagem cinematográfica dos temas de interesse da Filosofia, sobretudo na reflexão do contemporâneo e suas inflexões na cultura.

Além da presença dos(as)  professores(as) Leslye Revely, Lilian Crepaldi, Márcia Carvalho e Tiago Casado, responsáveis pelo projeto juntamente com Luiz Geraldo Benetton; do professor  Domingos Zamagna, do coordenador Luis Paulo, e do professor e mediador Décio Forni, tivemos a sala lotada de alunos interessados na oportunidade de participar do debate.

O filme apresentado nesse dia foi o longa metragem Homens, Mulheres e Filhos. No filme, adultos, adolescentes e crianças amam, sofrem, se relacionam e compartilham tudo, sempre conectados.

A internet é onipresente e, nesta grande rede em que o mundo se transformou, as ideias de sociedade e interação social ganham um novo significado.

Algumas situações como um casal que não tem intimidade, uma garota que quer ser uma anoréxica melhor e um adolescente que vive em num mundo de pornografia virtual fazem o expectador repensar as relações humanas.

Décio Forni, Doutor em comunicação e semiótica pela PUC/SP, e também professor desta instituição, após término do filme iniciou o debate partindo das seguintes questões:

Qual o custo do virtual?

Como usufruir do universo digital e das tecnologias de informação e comunicação, diante das relações interpessoais humanas?

Podemos entender a relevância dessas perguntas, a partir do momento em que nos permitimos refletir criticamente sobre nossa relação com a tecnologia da informação e comunicação, presentes e diluídas no nosso dia a dia.

Segundo o filósofo, sociólogo e autor, Zigmunt Bauman, vivemos o período histórico da modernidade líquida, que, como categoria sociológica, é uma figura de mudança e transitoriedade, da desregulamentação e liberalização dos mercados.

A metáfora da proposta de liquidez de Bauman também tenta explicar a precariedade dos vínculos humanos em uma sociedade individualista e privatizada, marcada pelo caráter transitório e volátil de seus relacionamentos.

O amor se torna flutuante, sem responsabilidade para o outro, ele é reduzido para a ligação sem rosto que oferece a Web. Momento esse de completa subjetividade calcada na fotografia da realidade e vivida no universo digital.

Nesse momento, segundo Bauman: “Fugindo da solidão, você deixa escapar a chance da solitude: dessa sublime condição na qual a pessoa pode “juntar pensamentos”, ponderar, refletir sobre eles, criar e, assim, dar sentido e substância à comunicação. Mas quem nunca saboreou o gosto da solitude, talvez nunca venha a saber o que deixou escapar, jogou fora e perdeu.”

Durante essa prática pedagógica, outras perguntas foram levantadas pelos participantes do evento, como por exemplo:

Como orientar os estudantes sobre o uso da tecnologia?

Até que ponto conexão é desconexão? Ou quando a conexão se torna desconexão?

Diante dessas questões, eu pergunto a você, caro leitor(a), o que você pensa e pode nos dizer a respeito?

Aliás, você em algum momento pensou sobre isso?

Finalizo este artigo, informando que estão programadas para o próximo semestre novas sessões abertas a todo o público.

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