E você? Quem é?

8 de outubro de 2015

Juliana Oliveira


Começo com a frase “Sentir piedade de um ser humano é conduzi-lo à destruição.”, e Nietzsche estava certo. Peguei-a como exemplo para mostrar uma das mais questionadas perguntas: “Quem é você?”. Possivelmente você já se deparou com isso diversas vezes, seja em uma simples entrevista de emprego ou em outras situações que necessitam a sua definição. Coisa complicada, não?

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Há diversas reflexões que podem e devem ser levadas em conta. A primeira, julgo eu, é que a definição de quem é você é algo inconclusivo, porém, tangível. A segunda: não tema.

Duvido que ninguém tenha se engasgado com essa pergunta, e talvez demore tempo para digerir e desenvolver questionamentos mais profundos, mas você, somente você, sabe quem é.

É como uma pintura: por mais que o artista explique o significado das cores, a posição do desenho e o porquê alguma coisa está em determinado lugar, só ele saberá o que realmente tudo o quis dizer. Por mais que você compreenda é apenas uma análise superficial de sentimentos e emoções que o fizeram pintar tal arte e, consequentemente, cada um terá o poder de interpretação.

Como Nietzsche disse em sua frase, sentir piedade de si mesmo é a condução para se destruir. Ficar culpando-se por não saber a resposta que leva o nome desse post é isso. Ninguém vem com manual próprio de instrução, muito menos é livre de cometer erros, muito pelo contrário. Muitos deles são fundamentais para o desenvolvimento pessoal. Mais uma referência: “quem nunca errou, que atire a primeira pedra”. Bom, eu digo: que atire paralelepipedos quem sabe muito de si mesmo. Salientando que saber de suas limitações e gostos é diferente.

Para exclarecer dúvidas que possivelmente surgiram, não é pessimismo. Muito menos dizer o que deve ser ou não errado, mas sim, mostrar como todo ser humano está em constante mudança, e se definir pode (até) ser algo limitado.

Hoje, você quer ser algo que amanhã pode ser totalmente diferente. Ontem achei que seria tal coisa, mas tudo me levou a pensar de outra maneira. E porque devo me culpar por isso? Só porque ainda não sei quem sou hoje?

Para concluir, creio que saber quem você é, não seria tão necessário assim. Culpar-se por alguma coisa, acontece. Saber que você tem uma essência que só você conhece, acontece. Mas algo é simples: sou um ser em constante transformação, que hoje disse que era pequena demais para o mundo, mas amanhã direi que o mundo é pequeno demais para mim, ou talvez diga que nada é o que parece ser.

 

Confuso? Pois é.

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