Existe um limite para produtos da Copa?

7 de junho de 2014

Personal_Brasil_Verde - blog

A Copa do Mundo da FIFA sempre traz muito destaque, pelo dinheiro que ela movimenta dentro e fora do país sede. E muitos fabricantes de produtos se aproveitam disso para lançar produtos únicos para suas marcas. A pergunta é “qual é o limite que uma marca ou fabricante deve ter entre se expor ridiculamente e cair na onda da Copa”?

Essa pergunta é uma daquelas que passam dias na mente de quem trabalha em uma empresa. E que movimenta toda a equipe de marketing e comunicação, desde a parte interna, até a agência. E, mesmo com todas essas pessoas trabalhando juntas, dificilmente se chega a uma resposta ideal.

É necessário avaliar alguns fatores, como o posicionamento da empresa, e quais mensagens ela deseja passar. Uma marca que consegue fazer uma conexão com o esporte, torcida, momentos de alegria, ou qualquer outro aspecto do evento pode ser facilmente associada com uma Copa e sem ter qualquer exposição negativa de marca.

Outro fator que deve ser considerado é o retorno financeiro do produto, muitas vezes esse é o aspecto que incentiva o lançamento, mas é necessário pesar muito além de um produto ser atraente por estar sendo vendido numa associação com o futebol. E sim, se é algo que o consumidor procura. O pesadelo aqui é ficar com produtos encalhados que não fazem sentido após o período do evento.

Um estudo recente, publicado no portal da revista Exame e realizado pela Hello Reseach, revelou que das dez marcas que mais falam sobre “Copa do Mundo”, ou mais fazem referências ligadas ao tema, apenas três são patrocinadoras oficiais, sendo a Coca-Cola (1º), Itaú (6º), e Adidas (8º), sendo que o Itaú está atrás de bancos que não são patrocinadores oficiais da Copa como Caixa (3º), Bradesco (4º) e Banco do Brasil (5º), e a Adidas está a quilômetros de distância da Nike (2º), esta última também não sendo patrocinadora da Copa.

Por mais forte que seja a comunicação da marca, e por mais dinheiro que a Copa movimente, as marcas precisam prestar muita atenção para o cenário em que estão inseridas e para seus objetivos principais.

E você o que acha disso tudo? Conhece alguma marca que ultrapassou o limite?

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Henry Carroll na FAPCOM

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