Da herança familiar à banca do TCC

14 de outubro de 2018

por Gabriella Camilo e Isabela Strabon – 6º. sem. de Jornalismo


Pesquisa sobre lovemarks inspira alunas da FAPCOM a escreverem crônica. 


Nas vésperas de sua apresentação, Tiffany e sua mãe reviraram suas fotos de recém-nascida. Hoje com 25 anos, ela ainda não superou que a mãe escolheu seu nome por causa de uma marca. E, detalhe, todo seu enxoval foi na cor azul Tiffany & Co., claro. Depois de ouvir mais uma vez todas as histórias que sua mãe tinha sobre essa época, elas decidiram assistir ao seu filme favorito, Bonequinha de Luxo. 

 

A personagem de Audrey Hepburn costumava tomar café da manhã enquanto admirava às joias da Tiffany & Co. Imagem retirada do filme A Bonequinha de Luxo.

 

O dia de apresentar sua monografia sobre lovemarks finalmente chegou, ela havia esperado durante um ano por esse momento. E não podia ser diferente, acordou atrasada. Para não atrair mais azar, fez questão de levar o seu anel Tiffany & Co. que foi da sua bisavó e tem passado por todas as mulheres da família, na bolsa. 

Apesar de também ser apegada à marca, Tiffany nunca teve apreço pelo seu nome. Mesmo no dia de sua apresentação precisou encarar as brincadeiras de sempre. “Poxa, mas sua camisa é cor-de-rosa, não é azul”; “Não vale usar seu nome como exemplo, hein?”. A essa altura, ela já havia cansado de revirar os olhos para esses comentários. 

Quando criança, não imaginava que o fenômeno presente em sua família há anos renderia um bom TCC. Mas, com certeza, a relação entre a sociedade e as marcas sempre lhe deixaram curiosa e, por isso, decidiu cursar Publicidade e Propaganda. 

Para entender como o posicionamento de algumas marcas conseguem mover uma verdadeira legião de fãs e ultrapassar as barreiras de tempo e espaço, ela optou por pesquisar a campanha de marketing Inside Chanel, da marca responsável pela transformação da mulher durante a transição entre os séculos 19 e 20.

Durante um ano e meio de pesquisa, ela notou como outras marcas também são presentes no imaginário coletivo. Por exemplo, Harley Davidson, Disney e até a série Gilmore Girls – que além de venderem artigos de decoração, também vendem um estilo de vida. 

A monografia rendeu o momento mais gratificante de sua graduação, quando, ao fim de sua apresentação, as pessoas perceberam que também têm suas lovermarks. E, finalmente, entenderam o porquê do seu nome. 

Fachada da loja matriz da Tiffany & Co. em Manhattan, Nova Iorque. Foto de divulgação.

 


Essa crônica é fictícia e inspirada na pesquisa “Chanel, uma lovemark no mercado de luxo: reflexões acerca da campanha Inside Chanel” e suas estratégias de comunicação, realizada pela graduanda Natália Mendes Araújo, sob supervisão da orientadora e professora Marcella Scheneider Faria Santos na FAPCOM. A apresentação do trabalho estava prevista para acontecer no 1º Encontro de Grupos de Pesquisa da FAPCOM, mas não aconteceu devido imprevistos.

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