Corra com o seu Nike, Forrest! Corra!

23 de abril de 2015

Por Juliana Oliveira


Está cada vez mais comum assistir a filmes e perceber que há sim uma integração entre a publicidade e o cinema, principalmente por aparições sutis de marcas e produtos no decorrer dos filmes. Entra em questão o modo de consumir atualmente.

Os pontos de venda, de certa forma, se reinventaram, criando essa onda de merchandising, pois ao perceber que esse tipo de mídia é um grande influenciador na hora da compra, muitas marcas preferem investir (e muito) dinheiro para aparecer alguns segundos em algum momento do filme. Vale salientar que, apesar do nome, esse tipo de ação não possui nenhuma relação com o verdadeiro merchandising.

 Vamos aos números! O site americano Ad Age, anunciou que o filme “Iron Man”, faturou US$160 milhões antes mesmo da sua estreia, apenas com o merchandising. Pela média lucrativa do filme, podemos ver que a inserção para esse tipo de propaganda não é baixo. A BMW, por exemplo, desembolsou US$3 milhões para que James Bond dirigisse seu Z3 Roadster no filme GoldenEye, em 2005, porém, com o retorno em vendas de US$240 milhões, não dá para reclamar.

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Já o filme Avatar (2009) foi feito especialmente para a tecnologia 3D, que proporcionaram uma alternativa rentável para as produtoras, pois mudaram totalmente a experiência cinematográfica. O filme atraiu cerca de 70 milhões de pessoas em todo mundo e sua produção custou cerca de US$500 milhões, sendo que US$200 milhões foram usados para a campanha de divulgação, ou seja, publicidade.

Também, houve ocasiões em que esse tipo de merchandising proporcionou aumento de vendas significativas, além da divulgação do produto. Um caso interessante aconteceu entre a FedEx e o filme Náufrago (2001), em que a ideia do personagem trabalhar na empresa surgiu do ator principal Tom Hanks. A empresa pagaria somente pelos custos logísticos do filme, sem arcar com as taxas publicitárias, talvez pela expectativa baixa de retorno financeiro. O resultado? Após o sucesso do filme, a marca notou um grande crescimento nos mercados emergentes, onde não eram muito conhecidos.

Outro caso de aumento de vendas foi no filme Toy Story (2005), que ajudou a marca Etch-A-Sketch a aumentar suas vendas em 4.200%, e a do personagem Senhor Cabeça de Batata em 800%.

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No filme De Volta Para o Futuro (1985), Michael J. Fox, o famoso Marty McFly, popularizou a Nike, com os incríveis pares de sapatos futurísticos da Nike. Infelizmente, a marca não conseguiu captar todo o investimento, pois só lançou 1.000 pares de Hyperdunks, o modelo que se assemelha aos tênis do filme. NOTA: há boatos de que, esse ano, sairá o tão esperado modelo (vamos torcer!). Ainda em De Volta Para o Futuro, Marty se encontra com sua mãe no passado, e ela pensa que seu nome é Calvin Klein, justamente por ele estar usando um modelo de cueca.

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A Nike também fez sua contribuição em Forrest Gump (um dos melhores que eu já vi), de 1994. No filme, Tom Hanks, o maravilhoso Forrest Gump, usa diversos produtos da marca. A Nike prometeu também relançar o modelo usado pelo personagem, o Classic Cortez, de 1972, que também foi assinado pelo próprio fundador da marca.

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Veja mais em: 13 casos marcantes da publicidade no cinema.

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