Redes sociais x Manifestações

5 de julho de 2013

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A influência das novas mídias na organização de movimentos populares

Foto: Alexandro Auler / O Globo

O fenômeno das redes sociais trouxe às manifestações populares um poder maior de engajamento e articulação. Com muitos usuários, o compartilhamento de informações e opiniões levou às grandes massas uma força de organização e maior contato para agregar ideais e interesses e sair às ruas por eles.

As manifestações na região do Oriente Médio e Arábia, conhecidas como “Primavera Árabe”, foram as primeiras mobilizações populares de impacto articuladas por redes sociais. O resultado foi a queda do presidente egípicio Hosni Mubarak e do regime de Muamar Kadafi, na Líbia, que já durava 50 anos.

Em sequência, esse poder das novas mídias pôde ser verificado em diversos lugares do mundo. Manifestações e protestos populares que foram realizados na Colômbia e Paquistão. As primeiras informações sobre ataques terroristas em Mumbai, na Índia, e sobre o golpe de estado em Madagascar, foram reveladas por meio de ferramentas das mídias sociais.

O caso mais recente são as manifestações pelo Brasil. A organização dos grandes atos, realizados pelo Movimento Passe Livre, foi feita em eventos no Facebook. Esses eventos, com uma adesão cada vez maior, eram compartilhados em sequência, atingindo milhões de usuários da rede social. No dia 17 de junho, por exemplo, ele chegou a ter cerca de 250 mil pessoas confirmadas para os protestos.

No Twitter e também no Facebook, depois da implementação das hashtags, era possível acompanhar, em tempo real, o que estava acontecendo nas ruas e os locais. O Instagram e o YouTube permitiam compartilhar, em tempo real, registros de pessoas que presenciavam os movimentos.

Frente aos diversos temas tratados pelas manifestações em todo o Brasil, sobretudo depois da revogação do aumento da passagem, o site Causa Brasil desenvolveu um monitoramento nas redes sociais para apurar as principais causas de protesto dos brasileiros nas redes sociais. Divididos em 5 categorias – direitos básicos, economia, liberdades individuais, Copa no Brasil e políticos, o portal também disponibiliza uma linha do tempo para acompanhar, dia a dia, quais foram os temas com maior atenção dos internautas.

Gostaríamos de saber a sua opinião e interesse: como você vê o papel das redes sociais na transformação social do Brasil e do mundo? Comente!

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Henry Carroll na FAPCOM

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