Como a coragem de Angelina Jolie pode salvar mulheres de todo mundo

7 de Abril de 2015

Por Daniela Guimarães


Além de linda, atriz premiada, autora, diretora, roteirista e bem sucedida em tudo o que faz, Angeline Jolie novamente expõe sua coragem ao mundo.

Depois de retirar os seios, em 2013, como uma medida preventiva ao câncer de mama, a atriz tornou pública a decisão de retirar os ovários e trompas para diminuir as chances de desenvolver um câncer futuramente.  Realizando esse procedimento, Angelina não poderá mais ter filhos, e enfrentará todas as mudanças hormonais que envolvem uma menopausa antecipada.

Angelina possui uma “falha” genética hereditária, que a deixa mais propensa ao câncer, doença que matou sua avó materna e sua mãe. Como figura pública, manifestar essas decisões tão íntimas podem ter parecido um pouco arriscadas no começo, mas Angelina soube usar o alcance mundial de sua fama para a conscientização.

Angelina-Jolie-seen-arriving-at-the-UK-Premiere-of-UnbrokenTanto em 2013, quando realizou a mastectomia, como agora, na retirada dos ovários, Angelina escreveu artigos para o “The New York Times” um dos jornais mais influentes do mundo, sobre como foi sua decisão e recuperação após o procedimento.

Em um trecho de artigo Minha Escolha Médica, Angelina escreveu: “Eu espero que outras mulheres possam se beneficiar com a minha experiência. Câncer ainda é uma palavra que causa medo no coração das pessoas, causa uma sensação profunda de impotência. Escolhi não manter minha história privada porque existem várias mulheres que não sabem que elas podem estar vivendo sob a sombra do câncer. (…) Eu quis escrever isso para dizer às outras mulheres que a decisão de realizar a mastectomia não foi fácil, mas eu estou muito feliz por ter feito. Minhas chances de desenvolver câncer de mama caíram de 87% para menos de 5%. Eu posso dizer aos meus filhos que eles não precisam ter medo de me perder para um câncer de mama.”.

Com seus artigos, Angelina está conscientizando milhares de mulheres do mundo todo a procurar a medicina preventiva como forma de evitar o câncer. Ela mostra que é possível levar uma vida normal mesmo depois dos procedimentos, além de descobrir uma doença fatal antes que seja tarde demais.

Você pode ler a tradução dos dois artigos publicados por Angelina clicando aqui e aqui.

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