Vozes da Vila Prudente, jornalismo de quebrada e iniciativas independentes de comunicação

3 de outubro de 2016

Fernanda Iarossi


Confira a história da equipe do blog e jornal impresso que promove oficinas de Comunicação para treinar moradores da zona leste de São Paulo para contarem as próprias histórias.


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Jornal na mão, uma ideia na cabeça. A meta do dia do jornalista César Gouveia em uma terça-feira de setembro, véspera de feriado, não era distribuir a nova edição do jornal Vozes da Vila Prudente ou treinar adolescentes da zona leste para fotografar, filmar ou entrevistar moradores da região onde vivem. Era para compartilhar as boas histórias do projeto que toca nas favelas da Vila Prudente com a turma do 8º semestre de Jornalismo da FAPCOM e falar sobre empreendedorismo e ações independentes de jornalismo na cidade de São Paulo.

Isso porque a iniciativa que surgiu em 2013 como um blog, depois de quase três anos, chega na forma de jornal impresso para mais de 100 mil pessoas entre moradores das ruas e vielas dos quase 10 km² na zona leste de São Paulo, de acordo com a Subprefeitura da Vila Prudente, e simpatizantes do trabalho comunitário. A equipe do Vozes também desenvolve oficinas gratuitas de Comunicação para treinar jovens a fim de que eles contem, escrevam, filmem, fotografem as próprias histórias.

Ao lado do também jornalista Henrique Silva, ambos formados pela FAPCOM, Cesar contou que o Vozes com informações sobre as favelas da Vila Prudente, depois de um ano de existência, passou a contar com voluntários na produção de conteúdo e no compartilhamento dos posts via Facebook, o que só contribuiu para que mais gente conhecesse a iniciativa.

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Em 2015, saiu a primeira edição impressa do jornal com o mesmo nome, graças à ajuda de amigos, pequenos empreendedores da favela da Vila Prudente e vaquinha on-line. E as informações que antes estavam concentradas no mundo digital passaram a ser publicadas em papel e distribuídas nas casas, reforçando a vocação do projeto para empoderar e fortalecer a cidadania de quem mora nesta parte da capital.

Ainda no final de 2015, o Vozes foi selecionado pela Brazil Foundation para ser apoiado em 2016, o que garantiu a sobrevivência financeira do projeto e o aumento das ações junto aos jovens das favelas da Vila Prudente.

Em 2016, com o jornal comunitário Fala Roça, dedicado à cultura nordestina na favela da Rocinha no Rio de Janeiro, feito por jovens moradores e fundado por Michel Silva, construiu seu novo portal, reformulou sua logomarca e o nome, passando-se a ser chamado de “Vozes da Vila Prudente” e pertencente ao Grupo Comunitário Vozes da Vila Prudente, cujo o objetivo é dar visibilidade às comunidades da Vila Prudente e os talentos e potenciais que nelas existem.

Saiba mais:

PortalFacebookInstagramContato | Oficina de repórter comunitário para jovens da Vila Prudente

Vida longa aos Vozes, sucesso a Cesar e Henrique e toda a equipe que ajuda a colocar em prática ações que fazem a diferença no mundo! 

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